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segunda-feira, 28 de setembro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
XENOFOBIA NO BRASIL TEM QUE FICAR NO PASSADO...VAMOS AJUDAR AGORA OS REFUGIADOS DA SÍRIA NO RIO DE JANEIRO, BAIRRO BOTAFOGO!
a Igreja São João Batista (R. Voluntários da Pátria, 287, Botafogo-RIO DE JANEIRO-RJ) está acolhendo em suas instalações de 15 a 20 refugiados da Síria (a maioria) e da Nigéria. Por isso, está pedindo doações de alimentos não perecíveis, material de higiene pessoal e afins. Roupas eles informaram que não precisam no momento. O padre que instituiu a iniciativa, Alex Coelho, está inclusive estudando árabe para auxiliar na comunicação com os refugiados.
É uma ótima oportunidade para quem quer ajudar na crise humanitária pela qual um enorme número de pessoas passa neste momento, mas não sabia exatamente como. Obviamente, não importa se você tem religião e, se tiver, se é ou não católico
As doações devem ser entregues na secretaria da Igreja (entrando pelo estacionamento, à direita da Igreja, é a sala que fica em frente à rampa). Pelo que me informei, eles ficam abertos até as 18 horas (mas abrem cedo, às 9h).
_______________________________
VAMOS FAZER FICAR NO PASSADO ESSAS HISTÓRIAS DEPRIMENTES E DE UMA INFERIORIDADE MORAL INCOMENSURÁVEL!...QUE ESSE PRECONCEITO SEJA SUBSTITUIDO PELO AMOR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO!
Parece que não, mas ela existe e ja existiu no Brasil desde o final do século 19. Nessa época, ela era mais violenta em relação aos portugueses, mas atingia também outros imigrantes: espanhóis, italianos, sírios etc., que disputavam o mesmo mercado de trabalho com os brasileiros.
No início do século 20, chovem acusações contra estrangeiros ditos perturbadores da ordem da República. Foram tomadas medidas repressoras, como as sucessivas leis do senador Adolfo Gordo a partir de 1907, determinando a deportação de militantes anarquistas quando de origem imigrante.
Durante a ditadura militar instituída pelo golpe de 1º de abril de 64, os comunistas também foram caracterizados como propagadores de ideologias exóticas, "estrangeiras", contrárias à pátria.
Um dos maiores crimes contra estrangeiros no Brasil foi a criação, em 5 de maio de 1922, pelo presidente Arthur Bernardes, da Colônia Penal de Clevelândia do Norte (no Oiapoque) verdadeiro campo de concentração, onde foram presos principalmente imigrantes
O estrangeiro era visto como propagador de pensamentos sociais diferentes, considerados anômalos, dentre eles o anarquismo, o qual era tido como contrário à suposta natureza dócil dos brasileiros. O fato é que a pátria e o nacionalismo não são mais que mentiras que a classe dominante utiliza para isolar trabalhadores de nacionalidades diferentes. Os exploradores sabem que, somente iludindo e separando os explorados, poderão mantê-los sob seu domínio.
No Brasil atual, a xenofobia ocorre contra os argentinos, os americanos (pelo fato deles não gostarem da presença de brasileiros nos EUA), os chineses (devido a cultura), e também regionalmente, contra os nordestinos, praticada principalmente pelos povos do sudeste e do sul, acontece por causa do sotaque; pela pobreza em geral; falta de conhecimento; (devido a falta de educação) e também pela fome que há em vários estados do nordeste.
REFUGIADOS DA SÍRIA

Principais países de acolhimento
Mais de 4 milhões de refugiados da Síria (95%) estão em apenas cinco países: Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito:
• O Líbano acolhe cerca de 1,2 milhões de refugiados da Síria, o que equivale a cerca de uma em cada cinco pessoas no país
• A Jordânia abriga cerca de 650.000 refugiados da Síria, o que equivale a cerca de 10% da população
• A Turquia abriga 1,9 milhão de refugiados da Síria, mais do que qualquer outro país do mundo
• O Iraque, onde 3 milhões de pessoas foram deslocadas internamente nos últimos 18 meses, abriga 249.463 refugiados da Síria
• O Egito acolhe 132.375 refugiados da Síria
O apelo humanitário da ONU para os refugiados sírios recebe apenas 40% dos recursos necessários.
Essa escassez de financiamento significa que os refugiados sírios mais vulneráveis no Líbano recebem apenas US$ 13,50 por mês ou menos de meio dólar por dia para a assistência alimentar.
Mais de 80% dos refugiados sírios na Jordânia vivem abaixo da linha da pobreza local.
A Anistia Internacional tem pesquisadores em campo para documentar a crise de refugiados, denunciar violações e pressionar as autoridades por uma resposta efetiva. Apoie este trabalho. Doe agora!
Conflito na Síria
Cerca de 220.000 pessoas foram mortas e 12,8 milhões de pessoas estão necessitando urgentemente de assistência humanitária dentro da Síria
Mais de 50% da população da Síria encontra-se atualmente deslocada.
Reassentamento Internacional
No total, 104.410 locais de reassentamento foram oferecidos no mundo todo desde o início da crise na Síria, o que equivale a apenas 2,6% da população total de refugiados sírios no Líbano, Jordânia, Iraque, Egito e Turquia.
400.000 pessoas nos cinco principais países de acolhimento – ou 10% – está precisando de reassentamento de acordo com a Agência de Refugiados das Nações Unidas, o ACNUR.
A Anistia Internacional apela para que pelo menos 10% dos refugiados mais vulneráveis da Síria sejam realocados dos principais países de acolhimento até o final de 2016 (isso equivale a 400.000 pessoas).
Principais fatos
· Países do Golfo, incluindo o Qatar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait, e Bahrein ofereceram nenhum local de reassentamento para os refugiados sírios.
· Outros países de alta renda, incluindo a Rússia, Japão, Cingapura e Coréia do Sul também não ofereceram locais de reassentamento.
· A Alemanha prometeu 35.000 lugares para os refugiados sírios por meio de seu programa de admissão humanitária e patrocínio individual; cerca de 75% do total da UE.
· Alemanha e Suécia juntos receberam 47% dos pedidos de asilo sírios na UE entre abril de 2011 e julho 2015.
· Excluindo a Alemanha e a Suécia, os restantes 26 países da UE comprometeram-se com cerca de 8.700 lugares de reassentamento, ou cerca de 0,2% dos refugiados sírios nos principais países de acolhimento.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
MSF INAUGURA CENTRO DE TRATAMENTO DA CÓLERA NO SUDÃO DO SUL

Em colaboração com autoridades nacionais de saúde, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) inaugurou um centro de tratamento de cólera (CTC) em Juba, em resposta a um surto declarado pelo Ministério da Saúde no dia 23 de junho.
A instalação de 800 metros quadrados está localizada no bairro de Muniki, Bloco A, e foi projetada para ter a capacidade passível de ampliação para até 150 leitos, se for preciso. Até 7 de julho, autoridades locais e a Organização Mundial da Saúde (OMS) haviam reportado 710 casos e 33 mortes na capital sul-sudanesa.
“Os moradores com suspeita de cólera podem receber tratamento médico gratuito e altamente qualificado nessa instalação”, diz Paul Critchley, coordenador-geral de MSF no Sudão do Sul. “Este é um centro de tratamento moderno, construído com base em padrões elevados, em coordenação com o Ministério da Saúde, que lidera a Força-tarefa de Cólera. O centro está oferecendo serviço médico urgentemente necessário para a comunidade.”
A cólera é uma bactéria transmitida pela água que causa diarreia profunda, vômitos e rápida desidratação. Ela é tratada substituindo os fluidos e eletrólitos dos pacientes, por meio de solução de reidratação que pode ser administrada por via venosa ou oral, para o caso de os pacientes conseguirem engolir. O tratamento de cólera oferecido no CTC de MSF reduz significativamente o risco de morte pela doença.
“Os sintomas da cólera são diarreia e vômitos intensos”, diz Stephanie Mayronne, coordenadora médica de emergência de MSF. “As pessoas da comunidade que apresentam esses sintomas devem procurar tratamento para uma possível infecção por cólera o mais rápido possível, assim que os sintomas aparecem.”
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A instalação de 800 metros quadrados está localizada no bairro de Muniki, Bloco A, e foi projetada para ter a capacidade passível de ampliação para até 150 leitos, se for preciso. Até 7 de julho, autoridades locais e a Organização Mundial da Saúde (OMS) haviam reportado 710 casos e 33 mortes na capital sul-sudanesa.
“Os moradores com suspeita de cólera podem receber tratamento médico gratuito e altamente qualificado nessa instalação”, diz Paul Critchley, coordenador-geral de MSF no Sudão do Sul. “Este é um centro de tratamento moderno, construído com base em padrões elevados, em coordenação com o Ministério da Saúde, que lidera a Força-tarefa de Cólera. O centro está oferecendo serviço médico urgentemente necessário para a comunidade.”
A cólera é uma bactéria transmitida pela água que causa diarreia profunda, vômitos e rápida desidratação. Ela é tratada substituindo os fluidos e eletrólitos dos pacientes, por meio de solução de reidratação que pode ser administrada por via venosa ou oral, para o caso de os pacientes conseguirem engolir. O tratamento de cólera oferecido no CTC de MSF reduz significativamente o risco de morte pela doença.
“Os sintomas da cólera são diarreia e vômitos intensos”, diz Stephanie Mayronne, coordenadora médica de emergência de MSF. “As pessoas da comunidade que apresentam esses sintomas devem procurar tratamento para uma possível infecção por cólera o mais rápido possível, assim que os sintomas aparecem.”
PESSOAS ENCURRALADAS PELA VIOLÊNCIA PASSANDO NECESSIDADE DE TODOS OS TIPOS

Na medida em que os confrontos se intensificam no estado do Alto Nilo, no Sudão do Sul, e as necessidades humanitárias das pessoas aumentam, organizações humanitárias estão enfrentando dificuldades crescentes para chegar às áreas mais gravemente afetadas, de acordo com a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF). MSF pede a todas as partes do conflito que permitam o acesso irrestrito à Malakal e a regiões de seu entorno para que agências humanitárias possam prestar assistência urgente às milhares de pessoas encurraladas pela violência.
“Dezenas de milhares de pessoas têm estado sem acesso a cuidados médicos há três meses”, diz William Robertson, gestor do programa de MSF no Sudão do Sul. “Isso está acontecendo em meio a uma nova onda de violência que está ameaçando a vida de inúmeros civis.”
HEPATITE, MALÁRIA, DESNUTRIÇÃO E EM CAMPO DE REFUGIADOS EM BENTIU, SUDÃO DO SUL

“A situação atual é precária, com novas pessoas chegando todos os dias ao acampamento de Proteção de Civis da ONU em Bentiu, em busca de abrigo e proteção. O agravamento do conflito no estado de Unity em abril forçou a saída de muitas pessoas de suas casas e, hoje, cerca de 110 mil deslocados vivem aqui. Isso é mais do que o dobro do número de pessoas que estavam aqui há alguns meses e o local parece mais uma cidade do que um acampamento.
Instalações sob pressão
O influxo extra de pessoas aumentou a pressão sob os recursos existentes, incluindo o hospital mantido pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) que está operando quase em capacidade máxima. Temos observado um aumento significativo nos casos de malária ao longo do mês passado, tendo tratado mais de 2 mil casos apenas em julho, e admitido mais de 150 pessoas com malária grave com complicações em nossa instalação. A fim de reduzir esses números, e de limitar as complicações da malária grave, começamos a apoiar três clínicas de emergência no acampamento voltadas para crianças com menos de cinco anos, que oferece acesso imediato a diagnóstico e tratamento.
A desnutrição grave também é muito preocupante. Só em julho, nosso hospital admitiu mais de 100 crianças pequenas sofrendo de desnutrição grave com complicações para receberem tratamento terapêutico intensivo. Infelizmente, muitas crianças chegam tarde demais ao hospital, com sintomas avançados, resultando em uma alta taxa de mortalidade (23% de mortalidade reportada em julho).
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